| Breve história da NODOR |
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A História da Nodor-Winmau
A História do industrial, Ted Leggatt, que inventou e fabrico dos alvos de setas em Inglaterra é interessante. Teve início pouco depois do início do século XX e ainda hoje tem evoluções curiosas. Esta é a história de 2 empresas que estiveram na vanguarda da indústria das setas por muitas décadas, e a sua junção trouxe uma mais valia para a modalidade. Curiosamente, ambas as empresas (Winmau e Nodor) tiveram origem na zona Este de Londres, e até há bem pouco tempo eram rivais directas. Em 1931, Frank Dabbs, a Kent publican, apresenta a Leggatt uma ideia para o fabrico de um novo alvo, feito por pequenos pedaços de corda atados verticalmente e acondicionados de forma a apresentarem a forma circular da superfície de jogo. Leggatt aperfeiçoou a ideia e regista a patente em parceria com Dabbs. Em 1935, o alvo NODOR ORIGINAL BRISTLE é apresentado ao comércio. Leggatt ajudou a fundar a Associação Nacional de Setas e torna-se o seu primeiro Presidente. Quase simultâneamente é adoptada como mundialmente standard a sequência numérica e medidas dos sectores como os conhecemos. Durante a segunda Guerra Mundial, a fábrica de alvos foi transferida para Devon como precaução, e a produção continuou apesar de alguma escassez de matéria prima. Em 1945, a fábrica voltou para o Este de Londres, onde em 1959, Dunlop assina um contrato onde se propõe a comprar toda a capacidade de produção da fábrica, desde que a possa vender exclusivamente, mas este contrato terminou em 1966. Leggatt já se tinha reformado e a empresa foi adquirida por Fred Grisley, seu cunhado. Em 1968, a Nodor foi confrontada com uma proposta para transferir a sua fábrica para o sul do país de Gales, uma área com uma grande taxa de desemprego. Passou então a sediar-se em Cardiff. Em 1983, a família Bluck (os actuais proprietários) encabeçada por John Bluck, adquiriu a Nodor e transferiu novamente a fábrica para Bridgend. Bluck já estava inserido na indústria das setas através da sua primeira empresa, a Brackla Engineering, um fabricante de setas de tungsténio líder de mercado. Em 1984, esta empresa inventou e registou a patente do primeiro centro de alvo sem grampos (staple-free bullseye), que rapidamente inundou o mercado, mais conhecido pela sigla "Supabull". Em 1976, com a criação da Red Dragon, um armazém que só vende material e equipamento por encomenda via correio, e em muito devido à concorrência da Brackla's, o preço das setas de tungsténio foi ajustado de modo a ser mais acessível à classe operária.
Um apoio extraordinário das autoridades Quenianas facilitaram a difícil transição. Discussões com Dickson Mbugua, o delegado comercial do governo Queniano em Londres, seguidas de várias reuniões e algum encorajamento dap arte de Albert Gumo, chefe executivo da EPZA em Nairobi, resultearam na decisão de instalar a produção na Zona de Exportações do rio Athi (EPZA - Athi River Export Processing Zone). A EPZA tem operações em vários países de todo o mundo. É uma prioridade incentivar os investimentos no seu país. Começando por alugar o espaço para a fábrica, a empresa é agora proprietária deste terreno, bem como o do armazém. A Nodor fabrica alvos de qualidade com mão de obra especializada de colaboradores locais, utilizando as mais avançadas técnicas de fabricação, desenvolvidas pelos seus próprios engenheiros. Em 1945, mesmo no final da rua onde a Nodor se situa na parte Este de Londres, Harry Kicks Senior investiu o seu último dinheiro numa fábrica de alvos de madeira (elmo). A sua primeira localização foi num edifício danificado por um bombardeamento, e só utilizava uma lâmpada como fonte de luz, uma fogueira de carvão para aquecimento, e o seu pai, que pintava à mão as cores nos alvos. Ele entregava-os em mão, usando o sistema de transporte da fábrica de cerveja Watney, que seria curiosamente, o seu primeiro cliente. Por volta de 1952, começou também a fabricar cabines para colocar o alvo à mão, com polimento francês e com decalques gráficos fornecidos pelas fábricas de cerveja.
Pouco depois, Kicks começava a fabricar alvos de corda sob o slogan Sempre seco, porque estes não necessitavam de serem embebidos, ao contrário da madeira de elmo. Em 1960, este tipo de alvos foi vendido à Scotts Dartboards, uma especialista em fabricar alvos de papel.
A empresa foi obrigada a transferir-se quando houve uma oferta pública de compra para o bloco onde esse edifício estava, para construírem novos apartamentos. Realojaram-se para a sua actual localização, em Haverhill, Suffolk. Tudo corria bem, até o Reino Unido ser atingido pela crise da “doença do elmo” (vírus que atacou a madeira) na Holanda. Recuperaram lentamente, mantendo sempre a sua reputação de fabricantes de qualidade. Em meados dos anos 70, Kicks alterou o nome da empresa para Winmau (pronuncia-se Win More) utilizando as primeiras 3 letras dos primeiros 2 nomes da sua esposa, Winifred Maud. A morte súbita de Harry Kicks Senior em 1984 resultou na transferência da propriedade da Winmau para os seus 5 filhos. Com os Torneios televisionados a deixarem de ser novidade, as negociações passaram a ser mais difíceis. Após vários anos de prejuízo, a empresa estava à beira da falência. Em 1993, os irmãos sondaram o seu distribuidor Americano, a Accudart Inc., para um suporte financeiro, para tentar viabilizar a empresa. Ron Kurtz, o dono da Accudart Inc., concordou, mas tornou-se o accionista maioritário da Winmau. Com apenas 2 anos a trabalhar com especialistas em recuperar empresas, o negócio voltou a prosperar, e assim tem continuado desde então.
Em 1995, o desenvolvimento tecnológico foi tal, que passou a ser o alvo mais avançado do mundo. Em 1997, os alvos Blade foram lançados com a ultima inovação tecnológica, os alvos sem "ressaltos", devido ao facto de não terem grampos a fixarem os arames, e mesmo estes serem reduzidos por estarem embutidos no sisal. No mesmo ano, a Winmau ganhou o troféu do negócio do ano em Mid-Anglia, batendo a Ryanair. Durante os últimos 25 anos, houve uma grande rivalidade entre a Nodor e a Winmau. Várias tentativas foram feitas pelas 2 empresas para comprarem a outra. No entanto, esta competição por serem o fabricante ‘número um’ de alvos também nos trouxe a nós, consumidores, os benefícios das maravilhosas inovações tecnológicas que nos permitem melhorar as performances, tornando o jogo ainda mais espectacular.
Hoje, a Nodor Internacional é a mais antiga e o maior grupo empresarial ao serviço da industria das setas. Abrange 2 marcas de alvos conhecidas mundialmente pela sua qualidade, durabilidade, serviço, e valor do investimento. Ambas as marcas detêm uma história com gerações que dedicaram uma atenção total a cada pormenor, assim como ao uso das melhores matérias primas. No Quénia, mais de 200 toneladas de sisal são cortadas diariamente para produzir alvos. O negócio continua a investir no desporto, sob forma de desenvolvimento do produto, patrocínio de jogadores, eventos internacionais e alguns modelos regionais de alvos feitos à mão, como os "London's 5"s” e os "Yorkshire". Até à data, a empresa vendeu mais de 40 milhões de alvos em mais de 50 países diferentes, e planeia continuar a fazê-lo por muito mais tempo. |
Voltando a 1919, quando um químico iniciou a fabricação de uma plasticina. A esta chamou-a de ‘NODOR’ porque tinha a particularidade de não exalar odor, ao contrário das concorrentes.
Reconhecendo uma inundação do Mercado de alvos de fraca qualidade vindos do médio oriente a baixo preço, Bluck, relutante mas com coragem, decidiu transferir a produção para o Quénia, em África, o habitat do melhor sisal do mundo, em 1999. O sisal é o ingrediente chave para a qualidade destes alvos. A Nodor sempre fez questão de usar sisal africano de primeira qualidade, o qual curiosamente também é a opção escolhida pela marinha Britânica para fabricar os cabos e amarras das suas embarcações.
Em 2002, depois de décadas de competição, finalmente a Nodor adquiriu a Winmau. Em menos de 1 ano, também transferiu a sua produção para o Quénia.

