| Setas... Desporto? |
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Setas reconhecidas como desporto. A maioria dos jogadores já o esperavam, mas a grande notícia (em 25 de Março de 2005) é que as setas foram finalmente, em Inglaterra reconhecidas como um desporto. Foi preciso muito tempo, para aqueles que têm o poder para tomar decisões concordarem. Quanto tempo? Bem, podemos recordar que foram fornecidas informações ao promotor do MP para Maldon e East Chelmsford, John Whittingdale, para um debate na câmara Junho de 1996. O Sr. Whittingdale, actualmente no ministério da cultura, travou sempre uma luta rigorosa pelo reconhecimento das setas. Mas outro promotor do MP que combateu as pancadas metafóricas a que a modalidade era sujeita e lutou mais no Parlamento do que qualquer um para conseguir o estatuto de desporto para as setas foi Bob Russell (conhecido como a “raposa de prata”), o promotor para Colchester. Quando o presidente da Profissional Darts Corporation, Barry Hearn, ouviu a notícia que anunciava que a Inglaterra tinha classificado as setas como desporto ele declarou ao “Planetdarts”: “Gostaria de agradecer especificamente…a Bob Russell pelo seu magnífico trabalho em promover esta causa”. O anúncio de que a Inglaterra tinha reconhecido finalmente as setas e as tinha classificado oficialmente como um desporto veio apenas vinte quatro horas após Phil Taylor, Colin Lloyd e Bob Anderson se terem encontrado com cinquenta promotores do MP numa exibição de setas especialmente organizada nos edifícios do Parlamento, em 23 de Março. Em declarações ao “Planetdarts”, o presidente da PDC, Barry Hearn, terá dito, “Eu estou deslumbrado. É a notícia que mais esperávamos porque acreditamos que as setas merecem. “É uma grande notícia para os nossos jogadores que poderão ser vistos agora oficialmente como atletas apropriados, que é o que merecem pelo trabalho duro e dedicação demonstrada semana após semana. Isto ajudar-nos-á a continuar e a levar-mos as setas ao nível seguinte…” Falando ao “Planetdarts” em nome do desporto Inglês, o executivo Roger Draper, anunciando a notícia, declarou: “As setas são um desporto jogado por muitos milhares de pessoas em todo o país. A apresentação das setas como um jogo de pub ajudou a popularizar o seu culto mas a realidade é que são jogados em vários locais, que variam das escolas às casas de espectáculo, aos clubes sociais e aos centros desportivos”. “Liderando o reconhecimento das habilidades, dos valores sociais e da comunidade associados às setas, nós esperamos que outros sigam o exemplo num futuro próximo para terminar o seu reconhecimento formal e oficial como um desporto.” Até à data de hoje (25 de Março de 2005) somente a Inglaterra reconheceu e classificou as setas como um desporto. Assim o desporto ainda não passou as fronteiras. Para as setas serem reconhecidas finalmente como um desporto na Grã-bretanha, no país de Gales, na Escócia e na Irlanda do Norte, existe toda a necessidade de virem a ser tomadas decisões similares. Eu estou certo que seguirão o exemplo, e preferencialmente, o mais cedo possível. Em Março de 1999, um jornalista desportivo dum vespertino, escreveu: “Com que então o promotor Bob Russell, de Colchester, quer que as setas sejam classificados como desporto… Que tolice…Não é mais que um passatempo, um jogo de pub, similar ao monopólio, ou às damas”. Felizmente para as setas, nesta semana promotores e membros e oficiais do desporto em Inglaterra, conseguiram olhar para além de tais opiniões (de alguns intelectuais preguiçosos e desinformados, e suas respectivas tentativas de ironizar e ridicularizar as setas), e concordaram com o que devia ter sido reconhecido há muitos anos – as setas como um desporto em cada sentido da palavra. Merecem agradecimentos especiais os promotores Bob Russell, John Whittingdale, Kate Hoey (Ministro do Desporto), Barry Hearn e o Professional Darts Council, bem como alguns jogadores, como Bobby George que participou arduamente numa longa e dura campanha para o reconhecimento. OK, vamos continuar… De modo a descrever melhor a situação, e o contentamento das diferentes organizações de setas em Inglaterra, e no mundo, passo a transcrever algumas declarações de alguns executivos: Finalmente! As setas são reconhecidas como um desporto! A BDO ganhou o reconhecimento desportivo para as setas. As Setas foram reconhecidas unanimemente por todos os conselhos desportivos no Reino Unido como um desporto benéfico, depois de uma apresentação detalhada e explicativa pela autoridade reguladora para as setas, a BDO (Organização de Setas Britânica) Anunciando a notícia histórica, Olly Croft, Presidente Executivo das empresas da BDO disse: “Este é um grande dia na história das setas, e é uma justa recompensa para os jogadores, oficiais e patrocinadores, que podem finalmente nomear as setas como um desporto oficial”. “Eu estou orgulhoso de ter liderado a campanha da BDO para o reconhecimento nos últimos dez anos, e satisfeito que as setas tenham finalmente adquirido o direito ao reconhecimento oficial de todos os conselhos desportivos no Reino Unido”. Reconhecido inicialmente em Inglaterra, o país de Gales, a Irlanda do Norte e a Escócia deram agora o seu acordo unânime para que as setas sejam reconhecidas como desporto. Este é um tributo à submissão da BDO em proveito do desporto e eleva as setas a um estatuto inegável como desporto nacional, internacional e mundial. O desporto BRITÂNICO reconhece também os seus elevados e crescentes níveis de participação, e as aptidões físicas, mentais e destreza necessárias para competir com sucesso. A decisão foi tomada como resposta ao requerimento da BDO – redigida profissionalmente, uma apresentação com 25 páginas, fundamentada com legislação aplicável, projectos de realização e difusão para os media, e ainda uma apresentação em DVD, protagonizada por Ray Stubbs, da BBC. “Nunca tivemos dúvidas de que as setas são um desporto”, acrescenta Olly Croft, “A BDO sempre viu o reconhecimento como desporto de vital importância para o crescimento das setas a longo prazo, desde os iniciados amadores até aos profissionais. Só a BDO adopta uma filosofia, regras e defesa de valores que permitem estar dentro dos requisitos dos conselhos desportivos”. Foram também cruciais para o sucesso desta apresentação, as regras bem definidas, assim como todo o seu regulamento e filosofia, desde a política anti-dopping, código de indumentária, e por não permitir fumar e beber álcool aos seus jogadores, oficiais e colaboradores. A BDO também se congratula pela decisão unânime de implementar Políticas de Equidade e de protecção às crianças, as quais estão implícitas nos seus estatutos. O DVD que acompanhou a apresentação não só foi realizado com a participação de alguns jogadores profissionais (homens e senhoras, em Lakeside, nos campeonatos de 2005) como também contempla imagens recolhidas em eventos para jovens, que foram parte integrante duma campanha governamental onde se apelava à participação, com a finalidade de contabilizar a participação. Foi filmado por Daniel Monroe, um estagiário da Universidade de Chester, e foi uma componente importantíssima, devido à sua convincente e profissional apresentação. A acompanhar toda a informação, ainda continha um estudo recente que revelava que uma grande percentagem de pessoas residentes em certas áreas, praticavam o jogo das setas mais frequentemente do que futebol, râguebi, ou cricket (jogos de massas no reino unido). Também contem uma pesquisa efectuada que demonstra que um terço dos jovens ou joga ou demonstra interesse em jogar (uma estatística que a maioria dos desportos se esforça por rivalizar). A apresentação beneficiou dos conselhos legais de um solicitador especialista em desporto, Barrister Tom De La Mare, do apoio da Associação Internacional de jogadores de setas, incluindo Bobby George, que viria a assinar o acordo com Bob Russel, o promotor de Colchester, nos anos 90. O capitão da equipa Inglesa Martin Adams e um dos seus companheiros Mervin King foram usados como “medidores de distância” durante os campeonatos mundiais de profissionais em Lakeside, em 2005, de modo a poderem mostrar o lado físico das setas. Durante o seu percurso até à final, Martin Adams percorreu um total de 25.37 kilómetros (em aquecimento e jogo), tendo registado um total de 33310 passos a jogar e recolher as suas setas! E ainda referindo o lado físico das setas, o Dr. Peter Gregory (Dep. Medicina desportiva na universidade de Notthimgham), é citado no DVD afirmando: “As setas envolvem tanta actividade física, que seria aconselhável à maioria da população adoptá-la ao seu quotidiano”. Esta é uma forte recomendação de um respeitado médico especialista, que já foi transmitida, de entre muitos à Associação Inglesa de jogadores de cricket. “Deveremos lembrar que o benefício do reconhecimento das setas como desporto tem uma grande importância no futuro destas, a longo prazo”, acrescenta Olly Croft. Como Organização temos a obrigação de olhar pelo desporto das setas. Com este objectivo, precisamos de incutir as setas nos jovens, nas senhoras, no interior, no litoral, ainda que tenhamos consciência de que os custos de administração e organização irão aumentar”. “Foi uma longa jornada e com alguns percalços, mas tivemos sucesso e os benefícios vão obviamente para os nossos membros, oficiais, e patrocinadores, como poderão verificar à medida que o tempo passe. Quem sabe? O sonho de as setas fazerem parte dos jogos olímpicos de Londres em 2012 pode agora estar mais perto de se tornar realidade”.
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